Zanini Blog
18
Mai

Corte em encargos vai reduzir conta de luz

sexta, 18 de maio de 2012 | 10:31

 

O governo tem em mãos uma lista com, pelo menos, três encargos que pretende eliminar para reduzir o preço da energia, afetando imediatamente a tarifa ao consumidor. A afirmação é do diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Edvaldo Santana. O corte de encargos causaria, na sequência, uma redução na conta de luz. A possível adoção das medidas é vista como uma forma de acalmar os ânimos da indústria, pressionada pela perda de competitividade, e para reduzir a tarifa cobrada nas contas, uma das mais altas do mundo.

Até o momento, os encargos mais cotados para serem extintos são a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), que serve para custear a geração de energia na região Norte; a RGR (Reserva Global de Reversão), fundo criado para indenizar usinas que não fossem amortizadas; e o ESS (Encargos de Serviços do Sistema), usado para garantir a segurança da oferta de energia.

De acordo com Santana, dependendo do encargo que o governo decidir cortar dentre os dez cobrados atualmente, não haverá necessidade de prazos para adaptação, com resultado imediato sobre as tarifas. Os três encargos que estão na lista do governo são dispensáveis e apenas um deles (o CCC) não pode ser suprimido imediatamente.

Fonte: Todo Dia

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17
Mai

Nota Fiscal Paulista ainda tem R$ 3,1 bilhões a serem resgatados

quinta, 17 de maio de 2012 | 11:23

SÃO PAULO - Consumidores do Estado de São Paulo "esqueceram" nas contas da Secretaria da Fazenda pouco mais de R$ 3,1 bilhões. Trata-se da diferença entre os R$ 5,7 bilhões distribuídos pela Nota Fiscal Paulista desde janeiro de 2008 e os R$ 2,6 bilhões efetivamente resgatados até março deste ano. 

Criado em outubro de 2007, o Cupom Fiscal Paulista devolve ao consumidor, de forma proporcional ao valor da compra, 30% do ICMS efetivamente recolhido do estabelecimento. De acordo com Valdir Saviolli, coordenador do programa, o objetivo é tornar um hábito o pedido do documento fiscal, o que contribui para a redução da sonegação.

Desde a implementação, 13,2 milhões de consumidores já se cadastraram no sistema. Vale ressaltar que, mesmo antes de realizar o cadastro, o consumidor já tem acesso à parcela proporcional do ICMS. O valor fica acumulado em seu nome nos registros da Secretaria da Fazenda. "Se pediu para incluir o CPF no cupom fiscal, o consumidor já pode ter créditos", reforça Saviolli.

O cadastro é necessário, contudo, para resgatar os créditos disponíveis no sistema. O primeiro passo é acessar o site, na sessão "Cadastre-se". A partir daí, com os dados do registro - CPF e senha - o consumidor deve acessar sua página pessoal, onde poderá verificar os créditos disponíveis. O cálculo dos créditos leva de três a quatro meses a partir da data de emissão. O crédito acumulado pode ser utilizado a partir do momento em que totalizar R$ 25,00.

O usuário tem, então, três opções. A primeira é solicitar transferência do valor para uma conta corrente de sua titularidade. Saviolli ressalta que não é permitido realizar transferências para terceiros.

A segunda é a transferência para uma conta poupança, fazendo valer as mesmas regras da opção anterior. Ambas as operações devem ser feitas por meio do site do programa, fornecendo as informações referentes à conta na qual o dinheiro deve ser depositado.

O usuário pode, ainda, dentro de um prazo de cinco anos, usar o crédito acumulado para pagar parte ou a totalidade do IPVA de um veículo licenciado em seu nome. Este procedimento, no entanto, fica disponível apenas nos meses de outubro.

Fonte: Estadão

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16
Mai

Corte dos juros não deve ser incentivo para contratar empréstimos, alertam especialistas

quarta, 16 de maio de 2012 | 13:38

As recentes reduções nas taxas de juros cobradas nos financiamentos têm como objetivo facilitar a obtenção de crédito e estimular consumo. Porém, os brasileiros devem avaliar se é o momento para fazer um empréstimo, recomendam os especialistas.

Conheça o apê mais caro do mundo

No cenário atual, mesmo com juros mais em conta, pegar dinheiro emprestado é uma estratégia válida apenas para quem está atrelado a formas agressivas de financiamento, como contratos antigos, com taxas mais caras, rotativo do cartão de crédito, cheque especial, financeiras, entre outras. Assim, pega-se empréstimo com a taxa mais barata para quitar a dívida cobrada com juros mais caros.

Para Nelson de Sousa, professor de Finanças do Ibmec/RJ (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), as taxas ainda estão elevadas, especialmente os juros de cheque especial. 

—O ideal é pagar à vista. Lógico que o financiamento é interessante, mas não nas condições atuais.

As taxas de juros cobradas em financiamentos atingiram o valor mais baixo em 17 anos, de acordo com a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Porém, o País só não tem os juros mais altos do mundo porque foi ultrapassado pela Rússia, cuja taxa atual (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses) é de 4,2%. Aqui, os juros são de 3,4%.

Veja dicas para aproveitar juro menor

Cálculos feitos pelo vice-presidente da Anefac, Miguel  de Oliveira, demonstram que a queda dos juros é pouco refletida no bolso do consumidor (veja simulações abaixo). Portanto, são necessários cuidados com o orçamento doméstico para não ficar inadimplente e ter o nome negativado. 

Comprometimento da renda

A coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, recomenda cautela ao contrair empréstimo, pois a renda não pode ficar comprometida com despesas acima de 30%. 

— O consumidor deve entender que as reduções nas taxas não são válidas para todos e os bancos têm critérios. O estímulo ao consumo é uma estratégia interessante do governo, mas cabe ao consumidor avaliar se é o momento de fazer um financiamento ou se é melhor guardar o dinheiro. 

Para Sousa, do Ibmec/RJ, os cortes nos juros não são suficientes para ampliar as compras. 

— O cenário ideal para o consumo é o governo baixar o IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] que ele mesmo aumentou no ano passado para as pessoas físicas. Enquanto isso, o cliente deve pesquisar as taxas entre os bancos e checar se não há exigência de contrapartidas, como só obter benefícios se tiver conta-salário no banco.

Fonte: R7

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15
Mai

Procon alerta sobre "pegadinhas" na redução de juros; veja taxas

terca, 15 de maio de 2012 | 14:29

Análise do Procon-SP sobre a redução de juros dos bancos concluiu que os dados fornecidos ao cliente dificultam a escolha da melhor opção de empréstimo e que as reduções beneficiam apenas correntistas que optem por pacotes de serviços ou recebam o salário pela instituição.

Os dados referem-se às taxas cobradas no dia 2 de maio.

O diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes, afirma que os bancos serão notificadas pelo Procon-SP para provar a veracidade das informações nos sites e do material divulgado.

"É obrigação das instituições financeiras informarem de forma clara e didática tudo sobre o produto que está sendo adquirido, incluindo dados sobre possíveis riscos e perdas", disse.

Dirigidos, principalmente, aos correntistas que pretendem renegociar dívidas ou contrair empréstimos, os anúncios, segundo o Procon-SP, geralmente não informam a taxa máxima do produto. Não são todos os clientes, porém, que terão fácil acesso à mínima.

BASE DE COMPARAÇÃO

Inconsistências também foram identificadas nos percentuais de redução das taxas. A Caixa Econômica Federal anunciou redução de 87% na taxa de juros do "Cartão Azul", informa a entidade, apresentado ao consumidor com a taxa de 2,85% ao mês. O produto, porém, é novo, e para se chegar a essa diferença a Caixa comparou o valor com o de outro produto já existente.

O levantamento indica que há confusão também na nomenclatura dos produtos, o que pode dificultar a comparação. Um exemplo é a divulgação do Bradesco sobre a taxa de crédito pessoal. Neste caso, o consumidor precisa de mais detalhes, pois o banco possui diversas linhas de crédito pessoal, com uma taxa de juros para cada.

A portabilidade de crédito --quando o consumidor transfere sua dívida com o banco para outra instituição-- também está sendo confundida com o refinanciamento, que amplia o número e reduz o valor da parcela, porém tem um custo total a pagar maior do que a dívida original.

O Itaú informou que reduziu os juros para diversas linhas de crédito e tem o propósito de oferecer preços competitivos a seus clientes. A Caixa disse que a taxa de juros cobrada pelo cartão azul - exclusivo para quem tem conta salário - é de 2,85%. O modelo nacional, reservado a todos os outros correntistas, é de 9,47%.

O Banco do Brasil afirmou que tem como compromisso oferecer taxas de juros que estejam entre as menores do mercado. O Santander disse que lançou dois projetos visando a redução das taxas e que nas campanhas de divulgação distribuiu material que exibia as mínimas e máximas antes e depois do anúncio.

O Bradesco não quis comentar o assunto. HSBC foi procurado, mas não respondeu.

DICAS

Para Góes, as informações divulgadas pelos bancos ainda estão muito confusas --o consumidor, portanto, deve ter o máximo de cuidado para trocar a instituição e renegociar sua dívida.

"É preciso muita pesquisa e cautela, até que se tenha a total compreensão e certeza para o próximo passo."

Ele orienta o consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação a procurar uma unidade do Procon.

COMPARE AS TAXAS PESQUISADAS PELO PROCON
Considerando os juros informados em 2 de maio

MODALIDADE DE CRÉDITO BANCO DO BRASIL BRADESCO CAIXA ECONÔMICA FEDERAL HSBC ITAÚ SANTANDER
Cartão de crédito de 2,94 a 13,56 (1) de 2,10 a 14,99 (1) de 1,90 a 6,03 (1) e de 2,85 a 9,47 (2) de 2,27 a 15,95 (1) de 3,85 a 13,80 (1) de 2,90 (1) a 16,79 (2)
Cheque especial de 1,38 a 8,31 de 1,99 a 8,90 de 1,35 a 4,27 de 1,39 a 9,98 de 1,95 a 8,89 de 1,86 a 9,99
Crédito direito ao consumidor (CDC) de 1,85 a 5,80 (2) de 1,00 a 4,68 de 1,80 a 3,88 - de 0* a 2,82 (2) de 1,16 a 4,80
Empréstimo consignado de 0,79 a 1,80 de 0,90 a 3,82 de 0,75 a 1,95 de 0,99 a 4,70 de 0,89 a 4,50 de 0,89 a 3,50
Empréstimo pessoal de 1,85 a 5,80 (2) de 1,10 a 9,90 de 1,84 a 4,82 de 1,99 a 5,93 de 1,67 a 6,70 de 1,79 a 6,97
Financiamento de veículos de 0,95 a 1,99 de 0,95 a 4,91 de 0,89 a 2,25 de 0,98 a 2,55 de 0,99 a 2,78 (3) de 1,19 a 3,11

Fonte: Procon-SP

BANCO DO BRASIL
(1) Para crédito rotativo
(2) O Banco informou que CDC e Empréstimo Pessoal referem-se ao mesmo produto

BRADESCO
(1) Para crédito rotativo para cartões emitidos pelo Banco Bradesco Cartões S.A..

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
(1) Para cartão de crédito parcelado com juros
(2) Para cartão de crédito rotativo

HSBC
(1) Para crédito rotativo

ITAÚ
(1) Para crédito rotativo
(2) Consideradas taxas praticadas para Financiamento de Veículos Leves, na modalidade CDC (SP), a taxa mínima 0,00% é praticada pelo Banco Itaú mediante subsídio de empresas parceiras
(3) Taxas praticadas na modalidade leasing (SP)

SANTANDER
(1) Referente ao parcelado emissor
(2) Referente a saque à vista e parcelado

Fonte: Folha.com

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14
Mai

Juro menor amplia poder de compra de imóvel em 10%

segunda, 14 de maio de 2012 | 13:29

As taxas de juros mais baixas para o crédito imobiliário ampliaram a capacidade de financiamento de um imóvel em 10%. De acordo com cálculo do Secovi, o mesmo valor desembolsado nas parcelas para manter um financiamento antigo de R$ 150 mil vai valer para um de R$ 165 mil com as taxas atuais, por exemplo.

"Essa redução dos juros pode ser utilizada de duas formas: quem não conseguia comprar imóvel pode ter o seu imóvel e, agora, quem tiver condição, pode comprar um imóvel 10% mais caro pagando as mesmas parcelas", afirmou Celso Petrucci, economista-chefe da entidade.

Apesar do cenário positivo, a recomendação dos especialistas é de cautela na hora fechar o negócio. O cliente deve levar em conta que os contatos para o financiamento imobiliário são estabelecidos por longos períodos, podendo chegar a 30 anos.

"Não é para ficar exageradamente ansioso com as novidades do setor. O mais importante ainda é identificar se você quer mesmo o imóvel. É uma decisão que vale por 30 anos", disse Roy Martelanc, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA).

A portabilidade para financiamentos imobiliários também costuma ser burocrática, o que faz com a que a decisão tenha de ser a mais correta possível. De acordo com o Secovi, o governo já estuda algumas mudanças na regra da portabilidade para tornar a operação mais fácil. "No caso da portabilidade, o comprador fica com a posse do imóvel, mas a propriedade ainda é do banco", diz Petrucci.

As taxas mais baixas também preveem que o poder de barganha do consumidor deve aumentar nos próximos meses. Nesta semana, o consumidor tem uma boa oportunidade de testar o seu poder de barganha.

As cidades de São Paulo, Curitiba e Fortaleza vão receber a 8.ª edição do Feirão da Caixa a partir desta sexta-feira. O evento vai até domingo. "É importante pesquisar em vários bancos antes de fechar o negócio", afirmou Martelanc, da FIA.

Em São Paulo, a Caixa estima que a oferta será de 195.500 unidades de imóveis - 24.500 unidades devem ser de imóveis novos, prontos e na planta.

Na primeira semana de maio, a edição do Feirão da Caixa passou pelas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Nessas cinco cidades, os contratos fechados somaram R$ 4,6 bilhões.

Na avaliação do educador financeiro Mauro Calil, sempre que o orçamento permitir se deve optar pela compra da casa própria. "Não dá para medir o estresse de não ter de renegociar o contrato de aluguel", afirmou. "Só não compre por impulso, é ruim porque a pessoa pode se meter numa dívida por 30 anos", diz.

Entre os analistas, não há uma unanimidade se os preços devem cair no futuro. Para o professor Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas, o valor dos imóveis deve recuar. "Eu acho que os preços estão exagerados, acho que a gente passou do limite do razoável", disse. "Acredito que é preciso esperar, os preços estão estáveis, em alguns lugares já estão caindo", diz Samy.

Ele recomenda que, independente da decisão, o consumidor sempre cheque o Custo Efetivo Total (CET) da operação para confirmar se não foi cobrada nenhuma taxa que encareça demais o contrato.

Juros. Na avaliação do economista Eduardo Zylberstajn, a queda dos juros para o financiamento do imóvel deverá ser gradual e lenta. Ele explica que boa parte do estoque que financia a poupança ainda é remunerada pela regra antiga (6,17% ao ano mais a TR).

"Fica difícil para o banco emprestar por menos de 9% ao ano ou 10% ao ano", afirmou. "Seria preciso que todo o estoque de poupança fosse resgatado. Isso vai demorar para acontecer", disse Zylberstajn, que ressalta que os juros para financiamento imobiliário são baixos para os parâmetros do Brasil.

Mercado. Segundo o economista-chefe do Secovi, os preços dos imóveis deverão permanecer estáveis este ano. Para os imóveis novos, a variação deverá ficar entre 5% e 10%. "É um repasse no preço do custo de construção e aumento de mão de obra", afirmou Petrucci.

Os dados do primeiro trimestre do Secovi mostram uma alta de 27% no número de unidades vendidas e também no valor das vendas. Já o número de lançamentos de imóveis caiu 30% nos primeiros três meses do ano. / COLABOROU LIGIA TUON

Fonte: Estadão

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11
Mai

Caixa Econômica faz nova redução de taxas

sexta, 11 de maio de 2012 | 10:49

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem mais uma redução de juros para pessoas físicas e jurídicas. As reduções para pessoas físicas atingem crédito para compra de veículos novos, Construcard (para construção) e penhor. Para empresas, valem para o cheque especial e antecipação de recebíveis de cartões de crédito. A taxa mínima para a compra de veículos não foi alterada; continua em 0,89% ao mês. A máxima caiu de 1,55% para 1,26% ao mês e entra em vigor hoje.

A novidade irá valer para financiamentos de até 70% do valor do carro e estará disponível para clientes que tenham conta corrente no banco há pelo menos 90 dias ou seja funcionário público de algumas instituições relacionadas pelo banco. A taxa mínima do Construcard caiu de 2,4% ao mês para de 1,96% a 2,35% e vale para correntistas do banco há mais de seis meses, mutuários da Caixa e funcionários públicos ou assalariados que recebem salário na instituição há pelo menos três meses, entre outros.

Os juros do penhor - que permitem dar como garantia do empréstimo joias, metais preciosos e objetos como relógio e canetas - foram unificados em 1,7% ao mês; antes eram de 2% a 2,4%. A nova taxa entra em vigor hoje.

Fonte: Todo Dia

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10
Mai

Bradesco e Itaú vão cortar taxas de juros

quinta, 10 de maio de 2012 | 13:17

SÃO PAULO - Os dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú e Bradesco, preparam novas reduções das taxas de juros cobradas de empresas e pessoas físicas. No dia seguinte à eclosão de nova polêmica entre o governo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ambos procuraram demonstrar convergência com a agenda da presidente Dilma Rousseff para baixar o custo do dinheiro no País.

"Revisamos nossas taxas de juros de empréstimos, fizemos ajustes e somos competitivos. Continuaremos ajustando à medida que a Selic (taxa básica de juros) caia", afirmou ao Estado o presidente do Itaú, Roberto Setubal. O banco prepara uma nova rodada de queda de taxas de juros. As duas próximas áreas que devem ser contempladas são financiamento de automóveis e crédito pessoal.

"Nós compartilhamos as preocupações da presidente Dilma com a estrutura de juros do País. Às vezes existem cobranças, que absorvemos com naturalidade. Estamos trabalhando, analisando as opções e caminhos", disse ao Estado o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. "Nosso esforço está endereçado na meta de reduzir o peso da estrutura do custo de capital para consumo e investimentos."

Há exatamente três semanas, os dois bancos anunciaram, no mesmo dia, cortes de taxas de juros em algumas modalidades de financiamento. O processo foi detonado no início de agosto pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Aos poucos, os bancos privados aderiram ao movimento. Mas, até agora, o BB e a Caixa já implementaram três reduções, enquanto os privados fizeram apenas um comunicado. Alguns analistas observaram também que os bancos privados foram menos agressivos do que os públicos em seus cortes.

O tom de Setubal, ontem, foi mais suave do que o adotado na sequência do primeiro corte do banco. "Estamos procurando expandir a oferta de crédito para acelerar e fortalecer a recuperação da economia. A inadimplência vai se reduzir com a queda dos juros e a recuperação da economia", afirmou ontem.

Há três semanas, ele afirmara que o Itaú Unibanco "gostaria de poder reduzir mais as taxas". "Mas, neste momento, identificamos um cenário de inadimplência mais elevado que o normal. É desejável diminuí-la para que tenhamos juros mais baixos."

Poupança. O Itaú prepara uma campanha publicitária para ir ao ar a partir do próximo fim de semana sobre a caderneta de poupança. A ideia é dizer que a tradicional aplicação financeira continua sendo uma ótima opção de investimento.

"A solução que o governo deu para o rendimento da poupança foi tecnicamente adequada e bem recebida pelos poupadores. Vamos fazer campanhas para ajudar a população entender as novas regras."

Trabuco também elogiou as mudanças adotadas pelo governo. "As novas regras na poupança são corajosas e coerentes com esse cenário de união e esforço pela redução dos juros e ampliação do crédito", afirmou. "O melhor é que a poupança mantém-se como investimento seguro, rentável e com liquidez."

Trabuco foi um dos banqueiros que ligaram ontem para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para desfazer o mal-entendido criado após um relatório do economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg.

Em um texto em que analisava o potencial efeito dos juros mais baixos sobre a oferta de crédito, Sardenberg escreveu que "você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água".

A frase foi recebida com estranheza no governo e os bancos correram para explicar que não era uma provocação, mas apenas uma análise técnica que não expressava a opinião do setor sobre a agenda de Dilma.

Desde o início do processo, os bancos têm sido cautelosos nas declarações públicas sobre as demandas do governo. O único que destoou no processo foi o presidente da Febraban, Murilo Portugal, que, após uma reunião com autoridades em Brasília, disse que a bola estava com o governo.

Ele se referia às propostas apresentadas pela entidade para permitir uma queda sustentada dos juros bancários no País.

Fonte: Estadão

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10
Mai

Empresas "descobrem" as mídias sociais

quinta, 10 de maio de 2012 | 10:50

Empresas da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estão apostando nas mídias sociais para alavancar a marca e ampliar a interatividade com os clientes e consumidores. De acordo com pesquisa realizada pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) com executivos de marketing de empresas associadas, 96% já reconhecem as redes sociais como importante canal fomentador de negócios e 65% planejam aumentar as ações e verbas destinadas a essas ferramentas no decorrer do ano.

A agência de comunicação B2S Com, que atua há quase três anos em Americana focada em comunicação para mídias sociais e conteúdo on-line, confirmou que essa tendência já atingiu as empresas da região. Do fim do ano passado para o início deste ano diversas empresas dos mais variados segmentos passaram a dar atenção e investir em mídias sociais, principalmente Twitter e Facebook.

Fonte: Todo dia

DIFERENCIADO

“Nós trabalhamos com várias empresas da região que neste ano entraram nas redes sociais. É importante entender que cada empresa tem um retorno diferente. Primeiro é preciso analisar qual o público quer atingir e a intenção da empresa quando entra na rede social. Não existe uma fórmula única”, afirmou Gislaine Bettin, gerente da agência de publicidade.

Ela explica que antes de lançar a empresa nas redes sociais é necessário fazer um estudo para saber de que forma será feita a interatividade com os clientes e como a marca está sendo vista na rede.

“Antes de simplesmente criar um perfil é preciso conhecer seu público, saber onde e como encontrá-lo, qual a linguagem ideal, o que esperar da repercussão na rede. É preciso ter conteúdo interessante e manter uma frequência de postagem. Temos uma equipe que está conectada 24 horas”, completou Gislaine.

APOSTA

De olho nessa tendência, a Home Hunters, uma das maiores empresas imobiliárias de Campinas e região, decidiu apostar no Twitter e no Facebook para se aproximar de seus clientes e diariamente divulga dicas de decoração, notícias do mercado imobiliário e novidades.

“Acreditamos que as mídias sociais vão nos aproximar ainda mais de nossos clientes e possíveis novos clientes, criando um canal direto de interação. Por essa razão, abordamos nas redes assuntos relativos ao mercado imobiliário e que poderão ajudar quem está querendo comprar um imóvel, alugar ou reformar”, explicou Mauro Macedo, gestor da Home Hunters.

“Queremos estar onde nosso público está. Se ele está nas redes sociais, queremos estar lá também. Porém não de forma invasiva, mas sim com o intuito de acrescentar algo e estabelecer conversas”, completou Macedo.

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08
Mai

Já o etanol é mais vantajoso em Americana

terca, 08 de maio de 2012 | 10:49

Americana é a única cidade da RMC (Região Metropolitana de Campinas) onde abastecer com álcool é mais vantajoso do que com gasolina, segundo pesquisa de preço realizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis) entre os dias 29 de abril e 5 de maio em 235 postos da região.

De acordo com o levantamento, o litro do etanol custa, em média, R$ 1,81, enquanto o litro da gasolina está R$ 2,60. Portanto, o preço do álcool é 69,6% da gasolina, o que torna o combustível proveniente da cana de açúcar mais vantajoso.

No entanto, o presidente do Recap (Sindicato do Comércio varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região) Flávio Campos afirmou que o álcool pode sofrer novo reajuste. “Na semana passada o álcool teve uma alta por causa da chuva e o aumento pode chegar nas bombas. A menos que o governo solte algum aumento, a gasolina deve continuar mais vantajosa. É claro que em algumas cidades pode ter diferença, promoções, mas a gasolina deve se manter mais compensadora”, disse Campos.

| BB

Fonte: Todo Dia

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04
Mai

Governo mexe em regras e diminui ganho da poupança

sexta, 04 de maio de 2012 | 15:16

Medida tem o objetivo de permitir a redução da taxa de juros da economia...

...O governo Dilma Rousseff anunciou ontem a redução da remuneração da caderneta de poupança com o objetivo de abrir espaço para quedas adicionais na taxa básica de juros.

As novas regras de remuneração da mais tradicional e popular aplicação financeira do país mudam a partir de hoje. A Folha havia adiantado a que Dilma tomara a decisão anteontem.

O novo modelo vale apenas para novos depósitos e novas contas -as que já existem seguem com o cálculo de seus rendimentos sem modificações.

Foi criado um gatilho. A poupança só passa a render menos quando quando a taxa básica do Banco Central, a Selic, for igual ou inferior a 8,5 % ao ano. Hoje ela está em 9%.

Sempre que isso ocorrer, as novas cadernetas de poupança e novos depósitos terão seus rendimentos calculados com base em 70% da Selic, acrescidos da TR (Taxa Referencial, que não muda).

Enquanto a taxa do BC estiver acima desse patamar nada muda, inclusive para as novas poupanças -que continuam a ter uma correção de 6,17% ao ano mais TR, como prevê o modelo atual.

O BC já indicou que deve promover novo corte dos juros na reunião dos dias 29 e 30 -o Planalto espera chegar ao gatilho de 8,5% nela.

A mudança é mínima, e não afeta os interesses e benefícios dos correntistas da caderneta de poupança, afirmou o ministro Guido Mantega (Fazenda). A alteração preserva os atuais poupadores, mas afetará os novos depósitos em relação à realidade atual da poupança

O Brasil dá um passo fundamental na direção de remover resquícios herdados do período de inflação alta disse o presidente do BC, Alexandre Tombini.

Caso o juro real (descontada a inflação) chegue a 2%, como é o objetivo declarado de Dilma, o rendimento da poupança para os novos depósitos ficará cerca de 18% menor do que o previsto hoje.

A nova regra, que entra em vigor via medida provisória, foi uma decisão de Dilma para liberar o BC a seguir reduzindo a Selic, que serve como referência para o mercado.

É que, como a poupança tem hoje um rendimento mínimo garantido por lei e seus ganhos são isentos de IR, ela se tornaria mais atrativa que os investimentos em renda fixa com a queda da Selic.

Assim, quem investe em títulos do Tesouro e ajuda a financiar a dívida federal migraria para a poupança, criando dificuldades para o governo.

Dilma fez da redução dos juros sua bandeira. Bancos públicos baixarem taxas, obrigando os privados a segui-los.

Na segunda, ela endureceu o discurso e atacou a lógica perversa dos bancos. Isso tudo visa ganhar apoio político à espinhosa decisão de mudar a poupança.

Mesmo o também popular Luiz Inácio Lula da Silva teve de mudar de ideia em 2009, visto que foi acusado de prejudicar o pequeno poupador e deixar os bancos ilesos.

Agora, a oposição teve reações divididas. Os líderes do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), e no Senado, Alvaro Dias (PR), atacaram o governo.

O porto seguro das pequenas economias pagará o pato dessa guerra santa deflagrada pela presidente, que não mostra coragem para mexer no que interessa: tributos e ganhos de bancos, disse Dias, cuja crítica também foi feita pela Força Sindical.

Já o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou que o partido vai encomendar estudo para analisar os a mudança. O mesmo fará a CUT, alinhada ao Planalto.

Fonte: Zanini

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